terça-feira, 26 de outubro de 2010

{Apatia}

Eu falo demais, mas no fim das contas acho que o único sentimento real que eu tenho cultivado é a falta de sentimento. Apatia.
A única coisa real pra alguém que tem mil coisas a fazer e pensa em fazer mil coisas, mas nunca conclui nada. Apatia, que me dá vontade passar o resto da vida em cima da cama pensando no que eu deveria estar fazendo.
Nem vontade de me matar eu tenho, embora pensar em variadas formas de como eu poderia morrer seja uma constante. Mas até nesse ponto me tornei apático.
Mas nem sempre foi assim e o que me angustia é não saber como cheguei nisso e como fazer pra me puxar de volta. É como se eu estivesse preso numa roda gigante, sempre girando lento 360º. Até as coisas que achei que ajudar a mudar essa situação se tornaram irritantes.
Droga! Sei nem o que quero fazer desse texto e eu costumava saber escrever. Como tudo mais escrever tem sido decepcionante. Talvez por isso passei tanto tempo sem escrever algo realmente meu, que não fosse um release inútil.
Só sei que preciso encontrar um jeito de quebrar isso, nem que pra isso precise quebrar alguém ou me quebrar por inteiro...É talvez me quebrar por inteiro pra poder reconstruir depois seja a solução.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

{Toda Vez que digo adeus!}

Mudanças e tranquilidade nunca foram sinônimos pra mim

Desde a separação dos meus pais

A transição da infância pra adolescência

Formaturas e afins

Porque então cultivei a ilusão de que a hora de dizer tchau pra minha casa seria assim não sei

Só sei que chegou a hora

Na verdade passou

Eu só não queria aceitar

O que mudou é que ou faço isso

Ou nunca mais vou poder me olhar no espelho e me sentir dono de mim

Não guardo rancor

Apenas sinto muito

Porque falhei e tudo que acreditava que daria certo mesmo com os problemas, não deram certo

Acabou

E a gente começa de novo

Sempre foi assim comigo

Um dia a sorte fica

Obrigado e até a próxima!

segunda-feira, 23 de março de 2009

{Como eu construí Yuri Marcel}

Gestos, frases, ações, momentos, movimentos, pessoas.Tudo foi ficando marcado, os bons, os maus e os instantes confusos.O que vai saindo disso depende de quem vê e da hora em que vê.Independente do que acham, existe uma agenda, se bem que pode apenas ser caos puro em uma cabeça que acredita ser lúcida.


terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Guess Who's Back in the Town pt1. Reflexões de final de festa

Dias tão azuis que eu tenho agora de um modo diferente, sensação de que deveria ter aproveitado mais

Certeza de que vou fazer isso da próxima

Sempre um espírito livre ou pelo menos tentava me convencer disso.

Agora sei que era menos do que pensava e me esforço para ser mais do que sou.

Eu serei e terei...

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

{E pro futuro se virou o olhar}

Sabe quando você tem aula de ciências e o professor diz que o ciclo da vida é nascer, crescer, reproduzir e morrer e depois começa tudo de novo com seus descendentes? Talvez estando na 3ª série ninguém se dê conta, mas ele não fala só de uma coisa biológica, tem haver com o social, o emocional, psicológico.

Tem haver com quem você, com quem você acaba se tornando e quando uma época da vida acaba pra onde você deve ir.

É tão clichê, só que é possível perceber os sinais de quando uma fase termina. Assim foi 2008 pra mim, amigos dizendo tchau, novos amigos aparecendo, formatura, mutação de conceitos, tudo se alterando pouco a pouco. Acabou!

Fim de ano e pouco ou quase nada me prende se todos seguem em frente porque não eu?!
Não sei pra onde vou, mas apesar do frio na barriga eu sei que vou...

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

{Brand New Day}

Havia uma grande quantidade de nuvens enquanto sobrevoávamos o local
Não era possível ver através delas
Parecia que o destino (modo piegas on) não queria que tivéssemos noção do que iríamos encontrar até que estivéssemos de frente com esse novo mundo...

...O começo...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

{What bleep do we know?}

Engraçado o rumo que as coisas tomam, ontem, uma pessoa, um mundo e as possibilidades, mas a verdade fica em um infame trocadilho, o passado é peça de museu.

Conceitos mudam, pessoas mudam ou simplesmente vão embor, o mundo gira e se transforma, possibilidades ficam impossíveis, novas surgem.

E como quem vê peças em um guarda roupa a gente tem de fazer uma escolha:

Quem somos hoje?